Vais ou ficas?

Publicado em devida comédia às 10/07/2009 por Miguel

SAIDA
Um dia destes vou escrever umas coisas muito feias sobre esses grandes artistas e escritores da lusa pátria que, num País de emigração forçada e, por vezes, à molhada, ameaçam emigrar…por capricho. Ou porque sim. Ou porque sol. Sobretudo porque sol, cheira-me.

(a foto é de Ricardo Almeida)

Mais gelo, pleeeeeeaaasssseee!

Publicado em devida comédia às 10/07/2009 por Miguel


Já não aguentava mais. Fui ver. Em 3D (agora estou viciado). A Idade do Gelo 3 é a minha idade. Não se respira. Ri-se e chora-se todo o tempo. O “Preguixa” continua “Preguixa”, mas agora a “espreguixar-se” na vocação maternal. E há uma nova figura no pedaço: Buck, a doninha. O filme tem tangas. Tem tango. Tem lágrimas. Tem gases. Tem pinta. Tem tudo. Até dores no peito de tanta ansiedade, de tanta doçura condensada. Tanta ternura junta quase dá uma depressão. Eta, bichinhos lindos! Vontade de ser desenho. Animado.

En tus brazos

Publicado em devida comédia às 09/07/2009 por Miguel


Genial! Obrigado, Patrícia, por este mimo.

Bom-dia!

Publicado em devida comédia às 09/07/2009 por Miguel


Uma das minhas preferidas para começar o dia. Porque rei, desculpem lá o mau jeito, só houve um.

Concurso “Ir desta para melhor”

Publicado em devida comédia às 08/07/2009 por Miguel

FUNERAL
Ou os ouvintes da Rádio Santiago, de Guimarães, já estão mais para lá do que para cá ou este concurso é a prova de que até os prémios estão pela hora da morte. Gosto especialmente da parte do regulamento em que se diz que o funeral pode ser oferecido a um familiar ou amigo. Não desdenhe. A sogra pode estar a precisar. E aquele tio ranhoso que nunca nos liga pevide talvez não fosse mal servido. E o pidezinho lá do emprego, não estará a pedir um? E a amásia, está-lhe a sair cara? Faça-lhe o funeral, fica mais em conta que uns patins: vai e não volta. Caramba, esta é daquelas prendas que qualquer pessoa vai, de certeza, precisar, só não sabe é quando, como diria o Durão Barroso.

Se a imaginação pega, não tarda nada e vamos ter a versão hi-tech da coisa, com um público mais exigente e muitas perguntas: haverá Meo sete palmos abaixo de terra? Até onde chega a fibra óptica? O que tenho de fazer para levar a Sport-TV para a cova? A Fox Crime está incluída no pacote com 50 por cento de desconto? São questões importantes para um consumidor exigente. Sobretudo quando se sabe que um funeral só se faz uma vez e é coisa para a vida inteira, passe a expressão.

Toca lá a concorrer. Quantos mais cupões, mais funerais. Querem melhor Natal do que ver o pinheirinho cheio de urnas? Imaginem a cara dos miúdos. Ou a síncope da avó, por exemplo. A família nem saberá como agradecer-lhe. Talvez com uma faca de cozinha, quem sabe.
(Ver o regulamento AQUI. E boa sorte, sim?)

À porta

Publicado em devida comédia às 07/07/2009 por Miguel

LOUCURA
Um dia gostava de escrever um livro com as histórias de todos os loucos que bateram à porta das redacções onde trabalhei para contar…a sua “estória”. A mais importante de todas. O homem que achava o bloqueio da ponte 25 de Abril, em 1995, uma “conspiração” nacional para que o seu acidente – quase mortal e sem culpa – ficasse esquecido nas gavetas dos ministérios. A madame falida da Foz que queria denunciar o facto de ter sido violada por um político de serviço, dos mais importantes, a ver se lhe sacava uma fortuna. O tipo das contas secretas de gente famosa na Suiça e no Luxemburgo que levava uma teoria de encomenda a ver se os jornalistas escorregavam. O sem-número de amigos dos amigos que pedem para sair alguma coisa sobre a exposição que ninguém viu, do pintor que ninguém conhece, mas “há-de ser”. O militante do partido X que se vai candidatar à secção Y da freguesia Z para “acabar com a corrupção em Portugal”. O “pensador” que não queria cargos, nem mesuras, nem benesses, mas fazia qualquer coisa, até conferências, para chegar rapidamente a deputado do partido que o quisesse. Os diversos teóricos da conspiração. Os muitos teóricos da transpiração (dizem normalmente que subiram na vida a pulso). E os que buscam apenas no jornalista companhia para uma conversa contra a solidão.
Nunca dei este tempo por perdido, mesmo que as “estórias” nunca tenham sido convicentes, verosímeis ou publicáveis. Interessantes são sempre, pois todos estes homens e mulheres – e mais uns quantos – continuam a permitir-me uma visão privilegiada sobre a vida, a humanidade e as suas contradições. Por vezes, dei comigo a encher blocos de coisa nenhuma. Mas arquivei todas estas figuras, algumas castiças, para que nada se perdesse neste exercício de coleccionar vidas. E as “estórias” dentro delas. E isso, pelo menos por respeito a algo genuinamente humano, feito da existência do que fantasiamos. Para sobreviver.

(a foto é de Little TroubleMan)

V”i”ciado

Publicado em devida comédia with tags às 07/07/2009 por Miguel

: Capa : 1 VALE
Confesso: comecei desconfiado, mas já sou frequentador do “i”. O jornal conquistou-me e é habitualmente o primeiro a merecer a minha atenção logo pela manhã. Quando só tenho tempo de lhe passar os olhos, levo-o para a cama. Estava na altura de fazer um balanço e o meu é claramente positivo. Gosto do espírito, a meio caminho entre O Independente e o Público dos primeiros tempos. Para mim, o “i” não é vegetariano, nem farta-brutos. Fico satisfeito ao lê-lo. Posso achar que o Zoom devia ter mais internacional (como foi possível ignorar quase olimpicamente as Honduras?). Posso achar que continua a faltar mais Porto, mais Norte, mais País além de Lisboa. Posso até achar que o leque de colunistas está ainda um bocadinho manco das esquerdas, mas há que dizer que a escrita dos opinion-makers é boa, as ideias são refrescantes e as temáticas também. As reportagens, as entrevistas, as crónicas e breves apontamentos opinativos, o grafismo, as fotos, têm o tempero ideal. O “i” dá-me o essencial de um diário e pinta de semanário num só, sem armar ao pingarelho. Ah! O “i” tem ainda a melhor secção de desporto do País e arredores. Uma secção quase perfeita: bem escrita, criativa, humorada, com memória e excelentes ângulos e títulos. Oxalá “i”sto pudesse funcionar como um abanão para todos nós…

A sopeira que há em mim – I

Publicado em devida comédia with tags às 06/07/2009 por Miguel


Há dias, dei comigo no bailarico da Afurada aos pinchos. Foi um bom momento de reflexão e questionamento. Afinal, como diz a minha amiga Alexandra, que mal tem assumirmos a nossa alma de sopeira? Ora pois então, abre-se aqui um novo capítulo: sopeiras de todo o Portugal, uni-vos! E como diz a Deolinda, vão sem mim que eu vou lá ter…Para começar, a grande, a enorme…Monica Sintra!

Férias, procuram-se

Publicado em devida comédia às 06/07/2009 por Miguel

PRAIA
Este ano, o sítio perfeito para férias teria pequenos-almoços de chorar por mais. Com muitos sumos, pachorrice, ovos mexidos, jornais e revistas à mão de semear. Teria sossego qb e sonecas pela tarde. Piscina, talvez. Praia perto, pretextos para boas caminhadas e um cinema a meio caminho entre a tranquilidade e a civilização. Também um teatro aqui, quem sabe se uma exposição acolá e uma qualquer noitada bem passada, fora de horas.
Teria festivais longe, mas livrarias perto. Teria uma pilha de livros lidos de enfiada, conversas sem horas, amigos novos e telélé só com rede para aqueles que moram no peito. Teria cartas escritas à mão, sempre. Não teria destinos exóticos, nem aeroportos, nem muitas malas às costas, nem carro. Teria calças de ganga rasgadas e t-shirt, barba de três dias, sandálias e chinelinho. Teria silêncios de mar, de esplanada, de pôr de sol, de lençóis frescos e abraços, muitos. Teria sorrisos preguiçosos e almofadas. Teria a doçura dos pequenos nadas eternos que não precisam de fotografia, mas ficam saudade e memória, depois. (Se conhecerem sítios assim, avisem. Até agora, as opções em carteira, sempre deixadas para a última hora, ainda não me puseram a arfar de ansioso…Mas pode ser que…)

(a foto é de beto)

Lembra

Publicado em devida comédia às 05/07/2009 por Miguel

FANTASMA
“Lembra o tempo
que você sentia
e sentir
era a forma mais sábia
de saber
e você nem sabia?”

Alice Ruiz, poetisa brasileira

(A foto é de Nelson Silva)