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Postal da ilha

Por estes dias, uma querida amiga anda a descobrir a Madeira, encantada. É a sua primeira vez. Dei-lhe as dicas da minha geografia: entre as quais, a espetada no Estreito, a poncha em Câmara de Lobos, o bodião (o peixe mais delicioso do mundo), as delícias e o mar de São Vicente, a Casa das Mudas, o bar Amazónia. Não lhe falei da sandes de carne em vinha de alhos porque creio que ela nunca mais me perdoaria aquela «bomba» no estômago. De prenda, ela mandou-me estas lapinhas, que estão mesmo a pedi-las. Ai que saudades, ai, ai…

 
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Publicado por em 28 de Maio de 2012 in devida comédia

 

25 anos

 
Passam hoje, domingo, 25 anos que o FC Porto conquistou a sua primeira Taça dos Campeões, em Viena. E tudo começou com uma valsa…de calcanhar. “PORTO 1987-2012: 25 ANOS NO TOPO DO MUNDO”, um ideia do João Nuno Coelho, coordenada por ele e editada pela Afrontamento, celebra a forma de assumirmos a identidade pelos afectos. Como explica o João Nuno, este é um livro que assinala, a partir dessa data de 27 de Maio de 1987, um longo ciclo de triunfos nacionais e internacionais do FC Porto. Mas de forma peculiar: «Por uma vez, são os adeptos que “mandam” no jogo e contam a história». Fazem-no «através de crónicas pessoais – plenas de memórias, afectos, emoções, centradas em 25 jogos memoráveis deste quarto de século portista, expondo formas muito diversas de viver o clube, a sua história, cultura e identidade”
 
Aqui ficam os autores. E que este domingo ao final da tarde (18.30), no Café Guarany, na Avenida dos Aliados, volte a ser dia de festa. (Nota: o livro é vendido com as edições do JN e do jornal O Jogo este domingo e depois chegará, obviamente, às livrarias)
 
Alfredo Mendes, Álvaro Costa, Alvaro Magalhães, Ana Paula Ferreira, António Lourenço, Carlos Bessa, Carlos Mesquita, Carlos Tê, Cristiano Pereira, Daniel Deusdado, Daniel Seabra, Diniz Cayolla, Helder Pacheco, João Bonifácio, João Nuno Coelho, Jorge Bertocchini, Jorge Manuel Lopes, Júlio Magalhães, Luis Oliveira, Mauricio Murad, Miguel Carvalho, Miguel Guedes, Miguel Lourenço Pereira, Miguel Filipe Silva, Nuno Olaio, Nuno Pereira, Orlando Mesquita, Pedro Meireles, Ricardo Alexandre, Rodrigo Almada Martins, Rui Moreira, Rui Teixeira, Sandra Marques, Sónia Dantas.
 
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Publicado por em 27 de Maio de 2012 in devida comédia

 

Sábado à noite…

É uma tertúlia com autores da Quidnovi, que o Miguel Gonçalves, sempre desafiante, magicou. Lá estarei, este sábado à noite, a partilhar conversas, afectos e cumplicidades sobre o Porto e arredores da nossa geografia sentimental com o Joel Cleto, a Ivete Carneiro e o Pedro Olavo Simões. A moderar o parlatório vai estar o meu querido amigo e jornalista Alfredo Mendes, leceiro adoptivo e autor do fantástico Naçom de Falares. E a falar é que as gentes deste Porto, tamanho XL, se entendem.

Ora tomem lá nota da hora e do «locale do ebento»: é às 21:30 na Feira do Livro de Leça da Palmeira (parque de estacionamento ao lado da Igreja Matriz).

 
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Publicado por em 26 de Maio de 2012 in devida comédia

 

Mais sábado…

No Cerco, os jovens que conquistaram a merecida viagem de finalistas – da qual aqui falei várias vezes – tomaram agora em mãos, eles próprios, uma iniciativa: ajudar a Nair. A Nair é uma criança nascida muito prematura  - 26 semanas, 535 gramas – e vários problemas de saúde. Esteve ventilada 29 dias. Os problemas de saúde foram muitos e a vida esteve sempre na corda bamba. Uma hemorragia cerebral que deixou sequelas permanentes a diversos níveis. Por tudo isto, a Nair tem de ser vigiada e acompanhada por vários especialistas do Hospital de São João e pelo Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral do Porto. Ora, o que a malta do Cerco quer é que, apesar de tudo, haja um sorriso ao fundo do túnel. Por isso a festa de hoje. O NIB para quem não puder ir: 003508390000211360047.

 
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Publicado por em 25 de Maio de 2012 in devida comédia

 

Este sábado, manhãzinha, na Vila das Aves

Crise, Memória e Jornalismo: ainda há futuros como antigamente?

Miguel Carvalho (jornalista, revista Visão)

Na última década, o jornalismo enfrentou várias crises e contribuiu para outras. As
redações modernizaram-se, mas perderam memória e recursos. A precariedade
instalou-se e as narrativas sobre o nosso tempo empobreceram. O retrocesso está à
vista: impôs-se um jornalismo low-cost, imediatista e padronizado, sem agenda própria,
viciado no Portugal sentado e com dificuldade em sujar os sapatos. Como é que este
jornalismo está a mudar a nossa percepção do mundo? O que se transformou na relação
do jornalismo com a memória? O que nos ensina a crise do jornalismo sobre a crise
vista do jornalismo? Agora que o jornalismo discute a sua própria sobrevivência, é
possível um regresso a valores e responsabilidades que salvem o passado e o futuro
das garras do nosso presente?

A sessão terá lugar sábado, 26, entre as 10h00 e as 13h00 no Centro Cultural de Vila das Aves, em Santo Tirso

 
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Publicado por em 25 de Maio de 2012 in devida comédia

 

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Slow…

Assim de repente, não acham que andamos todos um bocadinho a precisar de falar com pessoas? Pessoas a sério. De carne e osso. Rodeados de um bom vinho, almas grandes, afectos bem sonoros. Talvez nem nos faltem as rotinas do amor e da compreensão. E até pode ser que os automatismos não nos façam sequer infelizes. Mas o clique, a mensagem, o recado, o sorriso chipado, tiram-nos do mundo, afastam-nos das palavras que só deveríamos ouvir saboreando a presença e partilha de quem queremos por perto. Queremos muito as pessoas que amamos, sempre. Família, amigos, namorados, companheiras, camaradas de trabalho. Mas andamos a tratar-nos todos um bocadinho à distância, sem querer e sem maldade, mesmo quando estamos perto e amamos de perto. O frio precisa mais de abraços do que «likes». Deveríamos, talvez, no ritmo destes corpos acelerados e conversas trapalhonas onde as frases não terminam, dar um passo atrás. Em casa, no trabalho, no café ou na mercearia do lado. Ouvir primeiro e dar descanso às frases ditas como links, apressadas, e recuperando a zona de conforto que é feita de estender a mão e regressar à morada do coração. Falar menos com os dedos e ao telefone e esticar bocadinhos que se querem olhos nos olhos. Se calhar, daqui a nada, a vida vai ensinar-nos, da forma mais dura, ferida e até angustiante, que temos de desligar o piloto automático. Secar na fonte os comentários confortáveis das redes sociais e dizer que sim, que os amigos, as pessoas de quem gostamos, fazem e dizem coisas extraordinárias, mas dizê-lo diante deles e de outros. É fácil pôr o coração à boleia de um impulso ou de uma tarefa. Ou até à distância de uma tecla, sobretudo quando tiramos prazer do que fazemos. Mas as palavras têm vida própria, não são domesticáveis. Por muito sentidas que se escrevam, andam a precisar cada vez mais de ter um rosto e até silêncios, que por vezes falam tanto.

Estou de volta. Se pudesse, dava-vos o tal abraço a sério, bem apertado, aqui e agora, mas isto ainda não vence todas as geografias. Mas há um livro, aqui em cima, que me fez pensar nisto tudo de uma forma divertida, melancólica, doce, poética e até arrebatadora. Agarrem-no um dia destes e não precisam de dizer que vão daqui…

 
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Publicado por em 24 de Maio de 2012 in devida comédia

 

Até um dia destes…

Este blogue vai para a intervalo. Voltará para contar. Enquanto isso, sabem onde me encontrar.

 
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Publicado por em 14 de Maio de 2012 in devida comédia

 

Vamos ao Bairro?

 
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Publicado por em 11 de Maio de 2012 in devida comédia

 

Bernardo Sassetti 1970-2012 (in memoriam)

O pianista português Bernardo Sasseti, um dos mais talentosos da sua geração, morreu aos 41 anos, após cair de uma falésia, quando andava a fotografar, no Guincho.

 
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Publicado por em 11 de Maio de 2012 in devida comédia

 

José António Pinto (Chalana)

Para os amigos é o Chalana. Para outros é o doutor Pinto, José António Pinto. É assistente social no Lagarteiro, o bairro mais pobre do Porto. Foi ele, quanto a mim, a «estrela» da conferência da Visão Solidária/Montepio, em Lisboa, organizada pela Visão. A ideia era dar voz a pessoas que transformam o mundo em que vivem para melhor. Entre os convidados estavam personalidades que, nas mais diversas áreas, inspiram os outros. São «histórias de pessoas comuns com ideias extraordinárias». Mas foi a intervenção do «Chalana» aquela que marcou a conferência e arrancou mais palmas do auditório. Porquê? Muito melhor do que explicar, façam o favor de assistir ao vídeo com a intervenção de todos os participantes na conferência, disponível no site da Visão (http://visao.sapo.pt/veja-como-foi-a-conferencia-visao-solidariamontepio=f662535).

A intervenção do Chalana começa à 1 hora e 58 minutos do vídeo.

 
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Publicado por em 11 de Maio de 2012 in devida comédia

 
 
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