
Este ano, o sítio perfeito para férias teria pequenos-almoços de chorar por mais. Com muitos sumos, pachorrice, ovos mexidos, jornais e revistas à mão de semear. Teria sossego qb e sonecas pela tarde. Piscina, talvez. Praia perto, pretextos para boas caminhadas e um cinema a meio caminho entre a tranquilidade e a civilização. Também um teatro aqui, quem sabe se uma exposição acolá e uma qualquer noitada bem passada, fora de horas.
Teria festivais longe, mas livrarias perto. Teria uma pilha de livros lidos de enfiada, conversas sem horas, amigos novos e telélé só com rede para aqueles que moram no peito. Teria cartas escritas à mão, sempre. Não teria destinos exóticos, nem aeroportos, nem muitas malas às costas, nem carro. Teria calças de ganga rasgadas e t-shirt, barba de três dias, sandálias e chinelinho. Teria silêncios de mar, de esplanada, de pôr de sol, de lençóis frescos e abraços, muitos. Teria sorrisos preguiçosos e almofadas. Teria a doçura dos pequenos nadas eternos que não precisam de fotografia, mas ficam saudade e memória, depois. (Se conhecerem sítios assim, avisem. Até agora, as opções em carteira, sempre deixadas para a última hora, ainda não me puseram a arfar de ansioso…Mas pode ser que…)
(a foto é de beto)