Vasco Graça Moura, poeta, escritor e eurodeputado, admitiu hoje que o acordo ortográfico não é um facto consumado. Haverá luta. E talvez um pedido de inconstitucionalidade. Agradeceria ser desmentido, também estou cá para isso. Mas, por agora, inclino-me mais para um desacordo ortográfico que mantenha toda a diversidade da língua portuguesa. Creio, aliás, numa teoria conspirativa: não satisfeitos com o pensamento único e a higienização de costumes, alguns governantes pretendem agora uniformizar-nos a escrita. Está mal. Para aqueles que pensam que uma língua pode ser formatada e fabricada em série, o respeito pela gramática sentimental dos povos deve ser típico de um comportamento desviante.
O desacordo ortográfico
17
Mar
Rogério Maciel
19 de Julho de 2011 at 13:42
Apoiado ! Viva o Desacôrdo ao Abôrto Hôrto Grávido !