Arquivo de Abril, 2009

Encantamentos

Posted in devida comédia on 30/04/2009 by Miguel


Cá por casa já rola o último cd de Cristina Branco. Fado? Não, sim, mas, também. Se querem saber, é um encantador conjunto de canções numa voz que pega em mim como quer. Mas eu sou o suspeito do costume…Vá, ouçam vocês mesmos. Ah! Margarida, o dueto com Jorge Palma, fica para a história. E em Tango, poema de Vasco Graça Moura, diz-se do coração o que ele pede quando se perde…

O livreto do disco tem ainda uma epígrafe tentadora e desafiante de William Blake:

“To see a World in a grain of sand, and Heaven in a wild flower, hold infinity in the palm of your hand and eternity in an hour”.

A Devida…na VISÃO – XXVII

Posted in devida comédia with tags on 30/04/2009 by Miguel

porco-i
Sobre o Triunfo dos Porcos.

(a foto é de Marco Pinheiro Costa)

Ainda é Abril…em Maio

Posted in devida comédia on 29/04/2009 by Miguel

Dois-dois

Posted in devida comédia on 29/04/2009 by Miguel

putos
Nunca tinha ido a duas apresentações do mesmo livro no mesmo dia, na mesma cidade. Meninos de Ninguém, da Ana Cristina Pereira, foi apresentado no Centro Educativo de Santo António, na presença de vários miúdos ditos “complicados”, ao final da tarde. “Os meninos só serão de ninguém se olharmos para o lado”. Ficou-me a frase e valeu a sessão. Ainda jantei com velhos amigos do DN, que nunca deixaram o jornalismo, mas a quem o jornalismo deixou. E fui a tempo de apanhar a sessão mais descontraída de apresentação do livro, no Armazém do Chá. Finalizada em grande, com a actuação desta malta que ainda vai dar que falar. E ouvir.

(a foto é de Alexandre P.)

Da minha gaveta – XV

Posted in devida comédia with tags on 29/04/2009 by Miguel

casa-i
Mesmo que um cavalo alado me levasse feito em asas, quereria regressos. Cavalgaria entre nuvens, bem no tecto do mundo. E se tudo parecesse minúsculo, continuaria a medir a distância com o peito. Para voar, basta sentir perto o que não sai do lugar. Nada é demasiado pequeno ou longe quando se olha os dias pelo tamanho do coração. No meu cavalo de pau, eu ainda carrego imaginários, pedindo chão.

A noite passada…

Posted in devida comédia on 29/04/2009 by Miguel

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A noite passada este blogue ultrapassou as seis mil visitas. Num mês…Eu sei que o Pacheco Pereira e que o professor do “umbigo” achariam pouco, mas, para mim, isto está a fugir-me das mãos. Nem sei que vos diga. Tudo isto começou com humildes e quase secretos propósitos: despir-me da escrita mais formatada, não perder o dedo, e permitir-me algo mais íntimo, sem confundir intimidades. Gosto disto. Confessadamente, não pelos meus devaneios, desabafos, desalentos ou exercícios de partilha e cumplicidade, duas das palavras que mais amo. Gosto disto por todas as palavras, ideias e emoções que se têm trocado aqui. As vossas, sobretudo as vossas. O pretexto é este: já que escolheram as tragédias por nós, reivindiquemos, pelo menos, a nossa devida comédia neste mundo. A casa é vossa, sempre. E agora deixem-se estar que eu vou pôr uma musiquinha…Fiquem bem.

(a foto é de Raúl Morgado)

VISÃO Robocop

Posted in devida comédia on 28/04/2009 by Miguel

visao-robocop1
A capa da edição da VISÃO desta semana, que sai amanhã.

Toma!

Posted in devida comédia on 28/04/2009 by Miguel

ler
«Não sou daqueles escritores que acham que a Internet vai constituir um perigo para o livro, e tal. Aquela velha história. Acho que não. O livro é o livro. É um instrumento. Como o martelo, digamos. É evidente que o Black & Decker é mais rápido para fazer um furo mas o martelo não deixou de existir. E a tesoura também não. Nem a bicicleta.»

António Tabucchi, na última edição da LER (picado dos Blogtailers)

Uma jornalista nas “traseiras da cidade”

Posted in devida comédia with tags on 27/04/2009 by Miguel

meninos
A Ana Cristina Pereira, jornalista do Público, é uma profissional única no jornalismo nacional. Não por causa dos seus dotes literários – embora os tenha – ou dos vedetismos da moda. Mas apenas porque escreve como ninguém as “estórias” do País varrido para debaixo do tapete. Nos seus textos, nas suas reportagens, moram as cidades, os bairros e as vidas que continuam reais mesmo depois de caído o pano de todas as encenações. Não há, actualmente, quem, no jornalismo português, escreva regularmente, e com tanta profundidade, sobre essas existências na lâmina dos dias e os labirintos da condição humana. A Ana ouve, partilha, preocupa-se, escreve. Não julga, não pede sentenças.

O seu primeiro livro, Meninos de Ninguém, editado pela Ulisseia, chega por estes dias às livrarias. Ali se contam as histórias de miúdos esquecidos, abandonados, maltratados, desamparados. Miúdos de quem nos esquecemos enquanto crianças, mas nos lembramos sempre de criminalizar ao primeiro olhar. Esta quarta-feira, dia 29, às 18.30, no Centro Educativo de Santo António, no Porto, o livro é apresentado por Leonor Furtado (Directora-Geral de Reinserção Social), Teresa Rosmaninho (fundadora do Soroptimist Internacional Clube Porto-Invicta) e o jornalista David Pontes (Director-Adjunto da Agência Lusa). No mesmo dia, às 22 horas, volta a falar-se destas histórias, mas noutro registo, no Armazém do Chá. Entretanto, podem ir passando pelo blogue do livro

Já sei porque sou desarrumado…

Posted in devida comédia on 27/04/2009 by Miguel

pina
“Descobri que as coisas importantes, se as pusermos num monte, passados uns meses deixam de ser importantes. É tudo inútil!, são urgências que entretanto deixaram de ser urgências”
MANUEL ANTÓNIO PINA na Pública do último domingo