
A Ana Cristina Pereira, jornalista do Público, é uma profissional única no jornalismo nacional. Não por causa dos seus dotes literários – embora os tenha – ou dos vedetismos da moda. Mas apenas porque escreve como ninguém as “estórias” do País varrido para debaixo do tapete. Nos seus textos, nas suas reportagens, moram as cidades, os bairros e as vidas que continuam reais mesmo depois de caído o pano de todas as encenações. Não há, actualmente, quem, no jornalismo português, escreva regularmente, e com tanta profundidade, sobre essas existências na lâmina dos dias e os labirintos da condição humana. A Ana ouve, partilha, preocupa-se, escreve. Não julga, não pede sentenças.
O seu primeiro livro, Meninos de Ninguém, editado pela Ulisseia, chega por estes dias às livrarias. Ali se contam as histórias de miúdos esquecidos, abandonados, maltratados, desamparados. Miúdos de quem nos esquecemos enquanto crianças, mas nos lembramos sempre de criminalizar ao primeiro olhar. Esta quarta-feira, dia 29, às 18.30, no Centro Educativo de Santo António, no Porto, o livro é apresentado por Leonor Furtado (Directora-Geral de Reinserção Social), Teresa Rosmaninho (fundadora do Soroptimist Internacional Clube Porto-Invicta) e o jornalista David Pontes (Director-Adjunto da Agência Lusa). No mesmo dia, às 22 horas, volta a falar-se destas histórias, mas noutro registo, no Armazém do Chá. Entretanto, podem ir passando pelo blogue do livro…