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Aqui na Terra (a capa)

09 Jun

CAPA-LIVRO
Capa do livro já existe. A tal que, entre amigos, gerou enorme controvérsia (para dizer o mínimo) e me deixou praticamente sozinho em defesa da dita. O editor, pelo menos, também gostou e chama-lhe “a capa mais agradavelmente estranha que a Deriva já conheceu“. Mas vamos ver como a ironia e o kitsch propositado se portam diante dos olhares desconhecidos…A foto, já agora, é da Lucília Monteiro.

Entretanto, aqui fica um primeiro excerto da introdução:

Aqui na Terra é o retrato de um certo Portugal.
País aquém e sempre além, onde o humano e o divino moldam as circunstâncias da nossa condição.
Relatos de um País que, por vezes, não vem no mapa.
Quadros e figuras que constituem uma geografia de afectos e desamores, de entregas e renúncias, de comédias humanas e tragédias colectivas.
Nestas reportagens, desenha-se um território de sombras e luzes, de martírios e pantomina, de identidade e resignação, habitado por existências vestidas do avesso e «estórias» de trazer pela mão.
Um País, enfim, que levamos inscrito por dentro.
Mas sempre descrito como quem o olha de fora.
País coitadinho e honrado.
País em grande ou maltratado.
País santificado e do Diabo, onde por vezes anda tudo ligado.”

 

Sobre Miguel

Jornalista, 40 anos, viveu o tempo livre das rádios-pirata, mas aterrou nos jornais após o Curso de Radiojornalismo do Centro de Formação do Jornalistas do Porto, hoje inexistente. Trabalhou no Diário de Notícias, no semanário O Independente e é, desde Dezembro de 1999, repórter da revista Visão. Jornalista há 21 anos, nasceu no Porto, cidade a que pertence até ser pó, cinza e nada. Music Playlist at MixPod.com
9 Comments

Publicado por em 9 de Junho de 2009 in devida comédia

 

Tags:

9 respostas a Aqui na Terra (a capa)

  1. dalaila

    9 de Junho de 2009 at 15:59

    Eu a mulher das capas….!!!! vou falar.
    Pegava nela pelo kitsch, não de facto pelo design ou bom gosto.
    Mas não deixo de a considerar interessante, esta terra será de facto assim?
    Onde há meninos jesus para todos os gostos? Onde há sempre um abraço à nossa espera? Onde há um lar para nos deitarmos? Onde há sempre ouro a manchar? Onde nos despimos perante o olhar dos outros? Onde não falta tradição? E tudo roda sempre com um propósito? Onde o kitsch se esbate quando o bom gosto está por dentro?

    Essa é a capa que eu vejo, de umas palavras que ainda não li.

    beijinho

     
  2. marta

    9 de Junho de 2009 at 18:08

    oh prá capa de um livro…a ler de um só folgo…

     
  3. Miguel Gonçalves

    9 de Junho de 2009 at 18:40

    A minha opinião vale o que vale…

    Não gosto da capa, “prontos”! Acho que era possível fazer muito melhor. Mas tenho a certeza que quem utrapassar a capa vai encontrar um livro delicioso!

    Abraços e vê lá se dizes onde e quando vai ser o lançamento!

    Abraços.

    MG

     
  4. csd

    9 de Junho de 2009 at 18:43

    quero um exemplar!
    :-) )

    csd

     
  5. Carlos Azevedo

    9 de Junho de 2009 at 19:14

    É, de facto, estranha…

     
  6. zaclis

    9 de Junho de 2009 at 23:12

    ADORO ESSA CAPA!
    Repetirei alguns dos meus argumentos:
    Comecemos pelo contexto: a religião católica é essencialmente matriarcal e Jesus na maioria das vezes (em quase todas elas) aparece frágil: um menino que precisa dos cuidados da mãe; preso à cruz; morto nos braços de Maria.
    Para os cristãos em geral, Jesus é a figura humanizada de Deus. Homem que esteve na terra sob as mesmas leis, medos, alegrias e desejos que cada um de nós.
    Nesse contexto Jesus menino é a imagem do renascimento. Há um silêncio de 400 anos na Bíblia entre o antigo e o novo testamento. Deus torna a falar com os homens por meio de seus profetas ao nascer Jesus. É a reconciliação de Deus com os homens.
    Jesus e sua história estão no universo imagético de todas as pessoas de diversas formas. Não dá para ficar indiferente ao uso terrível que a igreja fez dessa história por interesses próprios. Não podemos negar que há extremismos feitos em nome da religião e que a igreja está doente. Contudo, a fé move boa parte os homens.
    Posso fazer a leitura da capa, portanto, como algo que traduz a terra como um ambiente igual para todos: homens e Deus. Assolados, cada um, por seus fantasmas, medos, alegrias, verdades, mentiras – a fragilidade humana.
    É um discurso irônico sobre a fé a qualquer custo.
    Vários Jesus podem representar a multiplicação de significados que moldaram a fé aos interesses particulares de cada denominação ou homem.
    É uma ironia revestida de sutilezas: a prepotência humana que se alimenta da figura frágil do menino; da idolatria aos meninos (imagens) sem vida; do esquecimento ao qual ficam relegados os deuses quando não são mais necessários; da proliferação de seitas; da busca quase desesperada dos homens por um significado; daqueles que são tão desgraçados que parecem ter sido abandonados por Deus e, claro, da esperança que movimenta as vidas, principalmente as mais açoitadas pelo egoísmo humano.
    Perfeita para o miolo.
    Beijos

     
  7. Cátia

    10 de Junho de 2009 at 16:35

    Estranha, de facto… Quando me falaste da capa não imaginei algo muito parecido :)
    Venha o conteúdo :)

     
  8. fil paiva

    10 de Junho de 2009 at 21:16

    grande capa, boa luci…causa curiosidade…vai parecer mt bem na prateleira, para vender mt e ser lida imediatamente…eheh…

     
  9. K

    11 de Junho de 2009 at 12:09

    Primeiro estranha-se…depois…Assim tipo aperitivo exótico para abrir o apetite para o que está lá dentro.

    Abraço

     

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