
Ou os ouvintes da Rádio Santiago, de Guimarães, já estão mais para lá do que para cá ou este concurso é a prova de que até os prémios estão pela hora da morte. Gosto especialmente da parte do regulamento em que se diz que o funeral pode ser oferecido a um familiar ou amigo. Não desdenhe. A sogra pode estar a precisar. E aquele tio ranhoso que nunca nos liga pevide talvez não fosse mal servido. E o pidezinho lá do emprego, não estará a pedir um? E a amásia, está-lhe a sair cara? Faça-lhe o funeral, fica mais em conta que uns patins: vai e não volta. Caramba, esta é daquelas prendas que qualquer pessoa vai, de certeza, precisar, só não sabe é quando, como diria o Durão Barroso.
Se a imaginação pega, não tarda nada e vamos ter a versão hi-tech da coisa, com um público mais exigente e muitas perguntas: haverá Meo sete palmos abaixo de terra? Até onde chega a fibra óptica? O que tenho de fazer para levar a Sport-TV para a cova? A Fox Crime está incluída no pacote com 50 por cento de desconto? São questões importantes para um consumidor exigente. Sobretudo quando se sabe que um funeral só se faz uma vez e é coisa para a vida inteira, passe a expressão.
Toca lá a concorrer. Quantos mais cupões, mais funerais. Querem melhor Natal do que ver o pinheirinho cheio de urnas? Imaginem a cara dos miúdos. Ou a síncope da avó, por exemplo. A família nem saberá como agradecer-lhe. Talvez com uma faca de cozinha, quem sabe.
(Ver o regulamento AQUI. E boa sorte, sim?)