Arquivo de 10/07/2009

A sopeira que há em mim – II

Posted in devida comédia with tags on 10/07/2009 by Miguel


Isto é que era cá um anúncio. E a Júlia Graciela é que a sabia toda…

Palácio

Posted in devida comédia on 10/07/2009 by Miguel

PALACIO
Eu acho, até prova em contrário, que a requalificação do Palácio de Cristal (nunca lhe chamarei Pavilhão Rosa Mota) e área envolvente é bem capaz de não ser uma má solução. Carlos Loureiro, o homem que está a deitar mãos à obra, é o arquitecto que “desenhou” a actual configuração do Palácio e isso, para mim, é um bom começo, a menos que o homem esteja doido varrido ao ponto de arrasar a sua própria obra. Ao resto – gestão e exploração do espaço – há quem chame privatização. Parece, porém, que é uma concessão. Isto é: a Câmara mantém o espaço no domínio público, mas concede a exploração a privados. Há quem não goste, é legítimo. Eu, não gostando, prefiro esta solução àquela que aceita continuar a ver o Palácio reduzido à sua quase insignificância decorativa.
A minha amiga Sónia acha tudo ao contrário (apesar de, na maioria de outros assuntos, estarmos de acordo, com excepção talvez da Santa Rita de Cássia, que isso é de outros domínios…)
Para ela, a questão arquitectónica é rodapé face à passagem dum espaço público da cidade para a mão de privados. Diz ela. E dá outros exemplos: o lixo, a água, etc, etc. A Sónia diz que não há nada mais democrático do que o espaço público e eu tendo a concordar…
Até aqui, teríamos debate. Mas ela, mulher inteligente, comoveu-me com o argumento final: “As árvores são contra a propriedade privada, que eu sei !”. E eu aqui…nada.

(a foto é de eithra)

Fotos, cartas e algo mais…

Posted in devida comédia on 10/07/2009 by Miguel

BECHERINI
Há dias tinha recebido de presente um livro de fotografia recém-chegado do Brasil. A minha amiga Zaclis – a fazer um doutoramento em Vila Real, encantada – passou-me delicadamente a prenda para a mão. O meu coração bateu quando o abri: as fotos de época de São Paulo…fizeram-me lembrar o Porto! Por momentos, o meu queixo ficou à banda. Em algumas fotos, as semelhanças são arrepiantes! A obra é um ensaio fotográfico de Aurélio Becherini, tido como o primeiro fotojornalista da imprensa paulistana, sobre a cidade de São Paulo entre 1904 e 1934. E é uma delícia para o olhar. Prometi que um dia destes lhe juntava um álbum de época sobre a minha amada cidade para fazer as devidas comparações sob o olhar atento e muito profissional da Zaclis e acho que vai ser assombroso…

ENVELOPE

Pois estava eu, nestes últimos dias, redescobrindo o Porto via São Paulo, quando recebo pelo correio (amo receber correio, sobretudo escrito à unha, como antigamente) um envelope da minha amiga salvadorenha Adda, também jornalista. Dentro vinha o livro El Salvador – Imágenes para no olvidar. Como explica ela no seu bilhetinho escrito à mão, com ternura, a obra reúne em imagens a preto e branco “un siglo de vida de este paisito”. É um desfile de momentos económicos, sociais, políticos e culturais que calaram fundo no povo salvadorenho. E algumas imagens são bem duras de enfrentar. O reverso da pequena carta da Adda é, ele próprio, uma relíquia: trata-se de uma reprodução de uma nota de um colón, a moeda salvadorenha que durou até ao ano 2000, que marcou o início do poder do dólar.

E assim, em poucos dias, a América Latina bate-me fundo, de novo, e enternece-me pela mão sábia de duas amigas. Fico quase sem jeito quando percebem, em pouco tempo, de que massa sou feito…

(a foto de cima é de Aurélio Becherini. E mesmo sem rio, não deixo de pensar que é a ponte D.Luiz I)

Vais ou ficas?

Posted in devida comédia on 10/07/2009 by Miguel

SAIDA
Um dia destes vou escrever umas coisas muito feias sobre esses grandes artistas e escritores da lusa pátria que, num País de emigração forçada e, por vezes, à molhada, ameaçam emigrar…por capricho. Ou porque sim. Ou porque sol. Sobretudo porque sol, cheira-me.

(a foto é de Ricardo Almeida)

Mais gelo, pleeeeeeaaasssseee!

Posted in devida comédia on 10/07/2009 by Miguel


Já não aguentava mais. Fui ver. Em 3D (agora estou viciado). A Idade do Gelo 3 é a minha idade. Não se respira. Ri-se e chora-se todo o tempo. O “Preguixa” continua “Preguixa”, mas agora a “espreguixar-se” na vocação maternal. E há uma nova figura no pedaço: Buck, a doninha. O filme tem tangas. Tem tango. Tem lágrimas. Tem gases. Tem pinta. Tem tudo. Até dores no peito de tanta ansiedade, de tanta doçura condensada. Tanta ternura junta quase dá uma depressão. Eta, bichinhos lindos! Vontade de ser desenho. Animado.