Os elementos do jornalismo – I

JORNALISMO-I
Recomendado por um amigo e camarada de profissão também preocupado com a anestesia e a sabujice dos tempos que vivemos, anda comigo desde há uns dias, entre a cabeceira da cama e o autocarro, com fartura de post-its, o livro Os Elementos do Jornalismo – O que os profissionais do jornalismo devem saber e o público deve exigir (Porto Editora), de Bill Kovach e Tom Rosenstiel. A obra, uma profunda reflexão sobre o que o jornalismo deve ser, foi publicado em 2001 nos EUA e considerado o livro mais importante sobre as relações entre o jornalismo e a democracia dos últimos 50 anos. Porque muito do que lá se escreve me parece urgente ser lembrado, nos próximos dias irei registando por aqui algumas frases, reflexões e safanões em que o livro é abundante. Arrebitemos, pois.

“A finalidade do jornalismo é fornecer às pessoas a informação de que precisam para serem livres e se autogovernarem (…) O que está em jogo é saber se, enquanto cidadãos, temos acesso a informação independente que nos permita participar na governação dos nossos próprios destinos”.

Aqui na Terra – Famalicão

FAMALICAO
Na próxima sexta-feira, dia 30, o “Aqui na Terra” passa por Vila Nova de Famalicão. O lançamento é na Biblioteca Muncipal Camilo Castelo Branco, às 21.30. As palavras ditas estarão por conta da minha querida Cláudia Sousa Dias (socióloga e bibliomaníaca assumida) e do padre Salvador Cabral, pároco de Nine e Santa Eulália. Não haverá homília nem missa cantada, é certo. Mas algumas vozes ao alto, talvez. Apareçam.

Entretanto, aqui fica uma pequena biografia do padre Salvador Cabral:

Nasceu em 1943, no concelho de Trancoso, distrito da Guarda. Iniciou os seus estudos no Seminário da Congragação do Espírito Santo, no Peso da Régua, tendo prosseguido por Braga, Barcelos e Carcavelos. Em 1967, foi ordenado sacerdote e no ano seguinte terminou os estudos teológicos. Em Setembro de 1968, partiu como missionário para Angola, onde desenvolveu a sua actividade durante cinco anos. Nesse período, publicou, entre outras brochuras, o caderno de reflexão político-eclesial “Revolução para o Terceiro Mundo”, apreendido, dias depois, pela PIDE. Impedido de regressar como missionário a Angola, foi para a Alemanha, desenvolver a sua acção sacerdotal, na Comunidade de Mainz, durante 20 anos, tendo trabalhado também como editor de um jornal. De regresso a Portugal, em 1993, integrou-se na Diocese de Braga e fixou-se na paróquia de Nine, onde desenvolve, presentemente, a sua acção sacerdotal. Foi professor de Educação Religiosa Católica em Barcelos e Famalicão. Passou igualmente pela rádio local de Barcelos e foi director do jornal “Notícias de Famalicão”. Actualmente, colabora de modo regular com diversas publicações jornalísticas, como o “Diário do Minho”, e edita a revista Terra Prometida.

Doçuras

BOLAS
Trabalho sobre doces. Encomenda do tipo…”engorda”. Mas a ansiedade de ir à (re)descoberta de paladares e palpitações de creme de ovos ou claras em castelo é grande. Não há, pois, como recusar. Sinto-me, neste aspecto, como Oscar Wilde: “Consigo resistir a tudo excepto à tentação”. Deus me livre e guarde (o outro, não o de Saramago, que esse é amargo e azedo com a vida, o castigador).