Ainda há futuros como antigamente? – XIV

Desistir. Essa é a palavra que mata todos os futuros. Os anos passam, as mágoas acumulam-se e o medo paralisa-nos. Tentamos enganar-nos, pensando que o presente pode não ser brilhante mas… é o que temos. O que conhecemos. Será sensato abrir mão do que se tem para lutar por algo etéreo, desconhecido, que nem sabemos se existe?

Mas o sonho persiste. Mói. E se…? Como aceitar o menos quando o mais pode estar por aí, à espera?
À beira do abismo, mantemo-nos petrificados ou descobrimos dentro de nós a coragem para um salto no vazio?

Tantas perguntas. São elas, espinhos da insatisfação, que nos obrigam a agir. Como bestas pesadas que precisam de ser picadas, para sairem do seu torpor. Mais cedo ou mais tarde, também vamos querer rasgar a vida a galope. É impossível manter o equilíbrio em permanente tensão. E o coração não aceita bater baixinho por muito tempo. Há que respirar fundo, encher o peito, deixar a vida fluir. Há que acreditar. Os sonhos podem ser impossíveis. Ou trazer consigo mais desilusões. Mas não há pior pesadelo do que viver, aqui e agora, amarrado ao passado.

Patrícia Fonseca
www.blogkiosk.blogspot.com

(a foto é de Alberto Viana d´Almeida)

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