Vem aí o Zink

É já este sábado, excepcionalmente às 16 horas, que RUI ZINK vai partir pedra com os membros a Comunidade de Leitores da Almedina, no Arrábida Shopping, em Gaia. Na mesa estará o seu livro O Destino Turístico, mas também O Anibaleitor, ambos da Teorema. Com Zink, as conversas não ficam só pelo que se escreve e lê. Por isso, aguarda-se uma das sessões mais animadas destas tertúlias. Proibido faltar (como é dia 24 de Abril, por isso, ainda se pode proibir qualquer coisinha…)

A cidade, de novo

Esta foto foi tirada no último domingo. Agora, aos fins-de-semana, há criançada e futebóis na baixa, com Rivoli em fundo. O Porto, por estes dias e por estas bandas, parece um recreio: há gritaria da miudagem, criam-se familiaridades, renovam-se laços. O burgo a céu aberto é, finalmente, espaço de reencontros com a cidade, para pequenos e graúdos. E eu, desculpem lá, sou cada vez mais feliz por aqui…

Os miúdos de Castelo de Paiva – I

Tarde de quinta-feira no Agrupamento de Escolas de Castelo Paiva. Uma recepção carregada de simpatia e simbolismo (mimos das professoras Rute, Dulce e Aurora), antes de enfrentar uns 200 miúdos e partilhar com eles ideias sobre a Liberdade de Expressão. Quando eles se riem e não fizemos palhaçadas, é bom sinal. A ditadura, exemplificada com o que não se podia dizer, vestir, ler, ouvir ou ver, abre-lhes a boca de espanto, desperta risos trocistas, provoca cochichos e alguns sururus de indignação. Conquistados, faz-se a ponte para os tempos de hoje, em que lhes cabe tomar o destino nas mãos dando expressão às suas capacidades, ideias, criatividade e sonhos. Pode ser impressão minha, mas creio que muitos terão saído desta tarde maravilhosa – pelo menos, para mim – mais vigilantes e atentos à necessidade de protegerem o que custou tanto a conquistar. E mais animados em relação à importância de crescerem…livres.

P.S. Fizeram ainda perguntas interessantíssimas sobre o jornalismo, as «estórias» que cobrimos e nos comovem, as entrevistas que fazemos, as ameaças e pressões que sofremos. Por vezes, pensamos que não. Mas eles estão muito mais atentos do que se julga.