
Tarde de quinta-feira no Agrupamento de Escolas de Castelo Paiva. Uma recepção carregada de simpatia e simbolismo (mimos das professoras Rute, Dulce e Aurora), antes de enfrentar uns 200 miúdos e partilhar com eles ideias sobre a Liberdade de Expressão. Quando eles se riem e não fizemos palhaçadas, é bom sinal. A ditadura, exemplificada com o que não se podia dizer, vestir, ler, ouvir ou ver, abre-lhes a boca de espanto, desperta risos trocistas, provoca cochichos e alguns sururus de indignação. Conquistados, faz-se a ponte para os tempos de hoje, em que lhes cabe tomar o destino nas mãos dando expressão às suas capacidades, ideias, criatividade e sonhos. Pode ser impressão minha, mas creio que muitos terão saído desta tarde maravilhosa – pelo menos, para mim – mais vigilantes e atentos à necessidade de protegerem o que custou tanto a conquistar. E mais animados em relação à importância de crescerem…livres.
P.S. Fizeram ainda perguntas interessantíssimas sobre o jornalismo, as «estórias» que cobrimos e nos comovem, as entrevistas que fazemos, as ameaças e pressões que sofremos. Por vezes, pensamos que não. Mas eles estão muito mais atentos do que se julga.
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