Porto, naçom de falares

Esta quarta-feira, pelas 18.30, no Palácio dos Viscondes de Balsemão (ao Carlos Alberto), é lançado o novo livro do jornalista e querido amigo Alfredo Mendes. A obra, intitulada naçom de falares (Âncora Editora) é a mais completa recolha de palavras e expressões do calão portuense (ao todo, 1735 termos) e inclui algumas das «estórias» reais que funcionam como bilhete de identidade do Porto.

Depois do sucesso do volume com a história do Café Piolho, publicado na mesma editora e já em segunda edição, o Alfredo regressa com um livro que, segundo Hélder Pacheco, autor do prefácio, representa «um acto de rebeldia contra o cosmopolitismo falsamente progressista, um assomo de autenticidade contra o rasurar das diferenças».

Em Abril de 2009, Alfredo Mendes, então no DN, foi escolhido para integrar um despedimento colectivo, tendo o seu posto de trabalho sido considerado «redundante» pelo mesmo grupo que agora fechou o 24 Horas e o gratuito Global Notícias.

Ao contrário do Diário de Notícias, que continua a afundar-se nas suas contradições, os 30 anos de jornalismo do Alfredo aí estão: vibrantes, talentosos, a dar frutos. Prova de que um repórter de excelência não esquece. E de que o andarilho de terras e gentes que habita dentro dele está mais vivo do que nunca. E recomenda-se.

Aqui ficam algumas das palavras e expressões incluídas no livro, só para abrir o apetite para uma sessão que terá algumas surpresas. Apareçam, pois!

Cheio de nove horas – petulante
Enchousadela – porrada
Estar de gesso - sem trabalho
Gameleiro – tachista
Lontra – mulher forte, deselegante
Meter para a blusa - comer
Rosquedo – reboliço sexual
Sustrice – preguiça

5 comments to Porto, naçom de falares

  1. csd diz:

    Gostei do “enchoussadela”, “Estar de gesso” e , claro, do “rosquedo”.

    o livro promete!

    adorei.

    o resto já conhecia.
    :-D

    csd

  2. Fui à apresentação; tarde, mas a tempo de trazer o meu exemplar assinado. E qual não foi o meu espanto quando descobri que o autor era um colega da Comunidade de Leitores!

    (Gostei particularmente de «não limpa o cu a nenhum caco» e achei piada à distinção entre «tómates» e «tomates», que desconhecia.)

  3. marta diz:

    …e eu que não consegui ir :( :( :( :(

  4. José Antunes diz:

    Muito gostaria de saber onde posso adquirir um exemplar do livro, o seu preço e se o posso encomendar “on line”.
    Obg.
    J.Antunes

  5. Gonçalo diz:

    Pode encomendar aqui:

    http://www.imperdivel.net/lingua-sociedade/192-porto-nacom-de-falares.html

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