

Como sabemos, o Porto é uma zona de perigosos terroristas. Aqui, até pedras caem das árvores e os homens espumam pelos cantos da boca. Nunca repararam nisso? Caramba, basta ler os jornais sérios que se publicam fora destas muralhas, até porque os de dentro não são de confiança. Sinceramente, não sei como é que esta região não foi ainda cercada por uma barreira ou muro higiénico para que o vírus da violência não se propague e infecte as almas cândidas e serenas de outras zonas do País. Podíamos, sei lá, obrigar estes vândalos a circular apenas em territórios vigiados pela NATO ou por capacetes azuis da ONU (capacetes azuis é bem visto, para eles não desconfiarem!). E obrigá-los a identificarem-se sempre que quisessem passar um check-point em Coimbra ou talvez logo em Aveiro, não sei, só para não lhes dar ideias.
Já se percebeu que não há forma de domesticá-los. Nascem em viadutos, circulam em manadas, atacam à porta de restaurantes e outras zonas selectas, falam com pronúncia, quando não grunhem, Santo Deus! Há que pôr cobro a isto, a esta violência endémica, alimentada a tripas, francesinhas e golos, um perigo para a saúde e decência da nação. Pelos vistos, não chegou apertar-lhes os calos, fechar-lhes a torneira, dizer-lhes que trabalho, desenvolvimento e progresso são coisas de difícil acesso para quem mora longe.
Proponho um levantamento dos cidadãos de bem, do País civilizado que só sabe ganhar, governar e liderar limpo, com paz e amor, da administração interna à dívida externa. O País decente e honrado, livre de drogas e vinhaça, que nada sabe de gestos feios, pedras e incêndios de autocarros, que desconhece o calor da noite e o elefante branco e usa a corrupção apenas como objecto de estudo ou filme saído de obra de investigação (desde que salgado e com pinhão). Proponho, pois, uma «manif» à grande, uma dessas coisas saídas das redes sociais ou marcadas por sms, para combater esta intifada nortenha, que arrasta o País para a decadência e a insubmissão. A hora é grave! Se não actuarmos agora, rápidos, mobilizados e eficientes, e com menos «ais», de nada adiantarão as lamúrias, pois já sabemos que…«pró ano há mais».
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