Santo António, um seu devoto

Regresso de Lisboa – onde fui muito bem tratado, gastronomicamente falando também, sim – e vou desaguar na Casa Santo António, agora tasca gourmet ou lá o que isso quer dizer. Fica ali para os lados da Cadeia da Relação, na mítica freguesia da Vitória, no Porto. A casa só tem petiscos. «Só» é uma forma de dizer. Pataniscas com arroz de feijão, moelas, farinheira com ovos mexidos e mais uns quantos pratinhos, deliciosamente aperaltados e servidos. A sangria também se recomenda vivamente, já para não falar da mousse do chocolate, caseirinha da silva. A música de fundo, alta o suficiente, é um primor retro: José Cid, Carlos do Carmo, Paulo de Carvalho – sim, também tem «E depois do adeus» – Carlos Paião e mais umas cantas figuras de pôr a lágrima no canto do olho. Duas quintas-feiras por mês há fado. O Nelson, que vai às mesas, é daquelas figuras cúmplices que qualquer tasca de brios não dispensa. Noite de mesa farta, conversa boa e companhia perfeita. A felicidade a preços módicos.