Diário de um pai em construção – 18

Cá em casa, a Baby TV é já uma espécie de pano de fundo sonoro para ajudar à estratégia – nem sempre conseguida – de adormecer o puto. Aos poucos, começo a descobrir este perigoso e obstinado universo animado, capaz de anestesiar a miudagem num abrir e fechar de olhos. Para já, o «Chisco» não liga pevide às imagens, mesmo as de alto contraste, mas a música, de dar corda, lá consegue embalá-lo em momentos de menor sonolência ou de perrice ancentuada. Para os adultos, a Baby TV é, mais do que tudo, utilitária. Caso contrário, seria motivo suficiente para cortar os pulsos.