Fnac Norteshopping: fotos e algumas palavras…



A Fnac estava cheia. A abarrotar, mesmo. Eu sei que estava a jogar em «casa», mas não há palavras para agradecer os mimos, o conforto, a ternura de amigos, familiares, camaradas de profissão e tanta gente diversa. Veio gente de longe, também. Da Marinha Grande e de Coimbra, por exemplo. Não esquecerei as palavras do Carlos Daniel e uma das presenças teve, para mim, grande significado: a de João Tomé Feteira, sobrinho-neto de Lúcio Feteira. Ele conversou comigo horas infindas para este primeiro volume, sem nunca esconder a profunda devoção e admiração pelo tio. Sabia que eu não ia escrever um livro de homenagem, mas tão só tentar chegar o mais próximo da verdade sobre a história imensa, controversa e intensa de um homem raro. Mesmo assim, aceitou colaborar. Nunca pretendeu condicionar-me, nem orientar-me. Sei que leu algumas coisas que o desgostaram e outras que demorou a digerir para quem tanto admira o tio. Mas soube relevar o mais importante: Lúcio Feteira não é apenas um homem ligado à disputa de uma herança ou pretexto de um crime. E este livro, sem pretensões de «biografia» ou «retrato definitivo», é um abrir de caminhos para o estudo de uma figura demasiado importante para ficar esquecida num País já quase sem memória. Por tudo isto, a presença de João Tomé Feteira na primeira fila da sessão da última sexta-feira, na Fnac do Norteshopping, tem um simbolismo muito especial. Quanto ao resto, podem estar certos que fica cá dentro.

Nota final: Entre Janeiro e Fevereiro, deverão ser agendadas as sessões em Guimarães, Mirandela e Famalicão. Darei notícias, assim que houver confirmações.

(as fotos são da Marta Vaz)