SOS Cineliterário

A maioria dos frequentadores deste estaminé talvez não conheça a Cláudia Sousa Dias, mas eu apresento-a: a Cláudia é a Biblioteca de Babel em carne e osso e podem confirmar isso mesmo no blogue dela (http://www.hasempreumlivro.blogspot.com). Sim, é bibliomaníaca e melómana. Sem remédio. O que só faz bem à saúde de quem a lê e com ela convive. Ora, a Cláudia conduz, desde há largo tempo, na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco, de Famalicão, um projecto chamado Cineliterário. O pretexto é simples: ver um filme com os olhos de quem leu o livro. Ou vice-versa. Já lá fui a pretexto d’ A Casa dos Espíritos, de Isabel Allende, e garanto que a Cláudia, além de excelente anfitriã, não deixa créditos por leituras alheias. Dizem-me agora que a sessão da próxima sexta, 16, às 21.30 – Alice no País das Maravilhas (livro e filme) – será a última. Dizem-me até que anda a correr uma petição para que a iniciativa tenha continuidade porque o fim parece inevitável. Assim que a tenha, irei colocá-la aqui. E assinarei por baixo. Porque, como ontem dizia Gonçalo M. Tavares na TVI, não podemos puxar da máquina de calcular sempre que estão em causa as coisas do espírito. Não sei sequer se o problema é de custos (irrelevantes, já agora). Espero que não seja um problema do espírito, de vontades ou da falta delas. O Cineliterário é serviço público. De baixo custo. Com proveitos enormes em actuais e futuros leitores e cinéfilos. Só não percebe isto quem não está bem a ver o filme.