Licença paternal. A regra é guardar cada minuto como tesouros. Não perder, por nada deste mundo, aquele sorriso, aquela gargalhada, abraçar e mimar na hora certa, dar-lhe motivos para se encantar e distrair. E cair no sono, preguiçando de serenidade, mão na mão, como se tudo fosse já normal, natural. O gato anda por perto, vigilante. As manhãs entram pelo quarto como se pertencessem a estas paredes. A escrita vai devagar. Nas poucas horas vagas do dia. Momentos destes não voltam. A eternidade não são umas páginas. São estes dias em que adormecemos sorrindo. Com os olhos mais puros e ternos parando o meu tempo.


Bela foto. O gato de guarda ao menino. Os inimigos que se cuidem.