Confraria

Encontro de amigos em Castelo de Paiva. Momentos que já se tornaram tradição. Desfile de cumplicidades servidas ao sabor de verdes brancos e tintos (à malga) da região – maduros tintos também – feijoada de meter respeito e assadeiras de cabrito no forno verdadeiramente pornográficas, leite creme à parte. Conversas fartas sobre histórias proibidas e delícias quotidianas, mais ou menos públicas, mais ou menos triviais, aqui e ali anedóticas. Ironia fina, humor galhofeiro, garfadas épicas, gargalos animados. O que se leva desta vida, alguém disse. Ao António J., uma reverência: pela amizade, pela partilha, pelos gestos que enobrecem o seu carácter e fidalguia. Brindei, brindamos, a isso. E que não nos faltem propósitos, nem tempo, para levar destes momentos o travo de eternidade. E que se f…a austeridade!

One comment to Confraria

  1. Alfredo Mendes diz:

    Abaixo este blogue.
    Tal “Confraria” denuncia a mais reles e vil provocação de que há memória. Anda um pobre e escanzelado sujeitinhpo sujeito à obrigatoriedade de dietas, peixinho cozido, legumes, muitos legumes, água, fruta, meia hora a pé e coisa e tal e vai, depara-se com esta beleza de deslumbrar o palato mais macambúzio.
    Já não me bastava, desempregado, ouvir a choradeira do sr. Silva sobre a mísera reforma que lhe coube para, agora, ser confrontado com o meu prato soberano. Não foi o sr. Silva quem defendeu que os sacrifícios deverão ser distribuídos equitivamente?

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