O algodão não engana

Pena

josecarloscarvalho

Paulo Pena (ex-jornalista da VISÃO, agora no PÚBLICO) e José Carlos Carvalho (fotojornalista da VISÃO), ganharam os prémios Gazeta do Clube dos Jornalistas para Imprensa e Fotoreportagem. Dizer que fico espantado seria mentira. Mas que dá um gozo monumental, nem imaginam. É que o Paulo e o Zé Carlos não são apenas profissionais de excelência. São duas almas como poucas, inquietas e desassossegadas com o estado do mundo, além de camaradas íntegros. Parabéns aos dois. O jornalismo, esse, agradece.

Eis a lista completa de premiados

Comunicado do Júri dos Prémios Gazeta 2013

O Júri dos Prémios Gazeta, após análise, em Maio e Junho, de mais de uma centena de trabalhos concorrentes aos Prémios Gazeta 2013, nas diversas modalidades, reuniu, no passado dia 10 de Julho, no Clube de Jornalistas, em sessão plenária, para decisão final. A reunião ditou os seguintes resultados:

- Prémio Gazeta Revelação atribuído a Catarina Fernandes Martins, pelo trabalho “Homem que matou um Homem e encontrou Saramago na prisão”, publicado no jornal “Público”, uma reportagem que narra, de forma pormenorizada e envolvente, a história singular de um condenado por homicídio involuntário e que, na prisão, após concluir o 12º ano no âmbito das Novas Oportunidades, descobre, na obra de Saramago, a forma de combater a solidão e reencontrar-se como cidadão livre e solidário.

- Prémio Gazeta Multimédia atribuído ao trabalho “Filhos do Vento”, de Catarina Gomes, Ricardo Rezende, Manuel Roberto, Dinis Correia e Andreia Espadinha, um olhar original sobre a guerra colonial e os filhos dos ex-combatentes deixados para trás, sem nunca terem conhecido os pais. Uma reportagem que cruza diferentes meios com grande eficácia, num trabalho de equipa ao melhor nível do ciberjornalismo.

- Prémio Gazeta de Televisão atribuído à reportagem “Verdade Inconveniente”, de Ana Leal, transmitida pela TVI. Uma história reveladora sobre os negócios do ensino privado, um tema pouco comum no jornalismo televisivo. Em estilo de reportagem-denúncia, Ana Leal avança corajosamente pelos meandros do jogo de influências e da troca de favores, num tema tão importante para a sociedade portuguesa como é o da educação.

- Prémio Gazeta de Imprensa atribuído a Paulo Pena, por trabalhos publicados na revista “Visão”. Na senda do melhor jornalismo de investigação, Paulo Pena apresenta dados e ligações inéditas e essenciais para compreender melhor os tempos que atravessamos. “Bancocracia”, mas também “O lado oculto dos mercados” são trabalhos rigorosos, de grande qualidade jornalística, que contribuem para uma maior informação da opinião pública portuguesa.

- Prémio Gazeta de Rádio atribuído a Maria Augusta Casaca pelo trabalho “Catarina é o meu nome”, transmitido na TSF. Com sonoplastia de João Félix Pereira, a reportagem, assente em vários testemunhos e dados inéditos, evoca de forma serena e competente a figura mítica da camponesa alentejana assassinada, em Maio de 1954, por um tenente da GNR quando reivindicava melhor salário.

- Prémio Gazeta de Foto-Reportagem atribuído a José Carlos Carvalho pelo trabalho “Triscaidecafobia”, publicado no jornal i. Inspiradas no agravamento, em 2103, da crise portuguesa (mais pobreza, mais desemprego, maiores impostos, menos casamentos, rendas mais altas…), as imagens premiadas procuram, de forma criativa e original, ilustrar alguns dos problemas actuais sempre com o número 13 presente.

- Prémio Gazeta Imprensa Regional atribuído ao “Jornal da Bairrada”, semanário fundado há 62 anos, com destacada implantação nos concelhos de Anadia, Mealhada, Águeda, Vagos, Cantanhede e Oliveira do Bairro. Dirigido por Oriana Pataco, com uma equipa de 10 profissionais de diferentes sectores, o JB tem, a par de uma informação cuidada, plural e de proximidade, uma moderna e atractiva apresentação gráfica, com uma vasta tiragem impressa, e cerca de 6.500 assinantes, além da edição on-line.

-Prémio Gazeta de Mérito atribuído a Helena Marques, jornalista profissional durante cerca de quatro décadas, com uma invulgar carreira, iniciada aos 22 anos, no Diário de Notícias do Funchal, e prosseguida em Lisboa, nomeadamente em A Capital, República, Luta e Diário de Notícias. Pela sua elevada competência e espírito solidário, Helena Marques granjeou o respeito e admiração dos seus pares nas diferentes funções que exerceu, desde simples redactora a directora-adjunta no DN, jornal onde finalizou a sua carreira.

Composição do Júri: Eugénio Alves (CJ), Elizabete Caramelo (docente universitária), Eva Henningsen (Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal), Fernando Cascais (docente universitário), Fernanda Bizarro (free-lancer), Fernando Correia (jornalista e docente universitário), Jorge Leitão Ramos (crítico de cinema e televisão) e José Rebelo (docente universitário).

A final…havia outra

ARGENTINA

 

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Escrevi no início do Mundial, quando a Argentina jogou com a Bósnia: «Quem começa no Maracanã merece acabar no Maracanã». Aí estamos. Na final. Em resposta a alguns «comentadeiros» de turno, que depois de tanto torcerem pelo Brasil já anteviam uma final europeia. A Argentina, por vezes cínica e sem deslumbrar, é verdade, chega ao momento que todos queriam. Para mim, significa reviver momentos de infância e outros, posteriores, que não se explicam, pois há biografias que não se escolhem. No domingo, o que eu queria mesmo era estar lá. No Rio? Não. Em Buenos Aires. E sentir-me mais um. Na dor ou na alegria. Argentina, hasta la victoria. Siempre!