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Palavras de Parede – XXIX

Rua Miguel Bombarda. Porto.

 
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Publicado por em 6 de Maio de 2012 in devida comédia

 

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Adelino Gomes. Sempre referência.

«Liberdade de Imprensa é a mãe de todas as liberdades»

À margem do fórum “O futuro do jornalismo”, na Universidade do Porto, Adelino Gomes, ex-jornalista e investigador da área, falou ao JPN sobre a liberdade de imprensa em Portugal, as inquietações dos jovens jornalistas e o papel nas redes sociais.

Acha que, em Portugal, a liberdade de imprensa é respeitada?

Para mim, a liberdade de imprensa é a mãe de todas as liberdades. Portanto, nunca há liberdade suficiente. É preciso sempre mais liberdade do que aquela que há, temos de estar sempre insatisfeitos. Em Portugal temos ainda mais razões para isso, na medida em que a crise que nos está atingir não é apenas trazida pela Troika, é uma crise mais profunda. Quando estamos a falar da liberdade de imprensa, chegamos à conclusão que o jornalista tem de ser independente. Mas, depois, deparámo-nos com a realidade, que consiste numa precariedade laboral que faz com que, por mais força que se queira ter, condiciona a liberdade. A crise que vivemos está a diminuir o grau de liberdade que nós precisamos para ter uma informação credível e que corresponda à função social que tem o jornalista.

Em que valências é que as universidades devem apostar para formar bons jornalistas?

A primeira aposta deveria ser em formar grandes cidadãos. O cidadão é a pessoa que tem a formação suficiente para participar na deliberação. A democracia só é feita por escolhas informadas. Nessa ação deliberativa só pode tomar decisões quem sabe. Não é possível sair-se da universidade sem saber. Esse acesso ao conhecimento, no caso do jornalismo, é uma prática diária constante, além daquilo que o cidadão normal deve saber. O jornalista tem que, todos os dias, tomar decisões que são a multiplicação por “n” fatores das opções que o cidadão comum tem de tomar.

Que conselho dá a um jovem jornalista que se queira integrar no mercado de trabalho?

Ser um bom aluno, estar atento a tudo o que se passa à sua volta, ler o mais possível, acompanhar a vida do seu país na pluralidade – nas crises, na política, no desporto – e nunca tirar férias daí. Estudar todos os dias a matéria dada, sendo essa matéria a atualidade.

Como deve ser a relação do jornalista com as redes sociais?

Nós estamos numa fase de mudança e nessa fase nunca se sabe a resposta a essas coisas. A verdade é esta: nos sítios onde essa questão já se colocou, desde a RTP ao “Washington Post” e, até, ao “The New York Times”, o que tem prevalecido até agora – o que não quer dizer que no futuro não se encontre outra solução – é uma espécie de cautela. Uma aviso: “Tu és jornalista, tens um conjunto de responsabilidades perante os teus cidadãos, se vais atuar no espaço público, por natureza da tua função, como jornalista e, depois, vais ter tu próprio uma espécie de heterónimo que está nas redes sociais, a dizer coisas que têm uma posição muito clara sobre isso, esse contrato de confiança e independência que deves ter fica ferido”. É preciso ter cautela, não posso dizer mais do que isso. Dá-me ideia que eu, se estivesse no jornalismo e fosse um homem das redes sociais, como são a maior parte dos jornalistas, optava por esse caminho. Lembrar-me-ia sempre que aquilo que estou a dizer no meu Twiiter ou Facebook pode levantar confusão ao meu leitor que vai ler o meu jornal.

 
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Publicado por em 6 de Maio de 2012 in devida comédia

 

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Diário de um pai em construção – 41

A caminho dos oito meses, o filhote já agarra o biberão com as duas mãos, refastelado. Isto promete.

 
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Publicado por em 4 de Maio de 2012 in devida comédia

 

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Miguel Portas na VISÃO

Se esta semana não comprarem a Visão pela capa, façam-no pelo comovente testemunho inédito deixado por Miguel Portas. No dia 3 de Maio de 2008, para comemorar os 50 anos, o antigo eurodeputado do BE juntou mais de meia centena de amigos e familiares no restaurante Casa da Morna, em Lisboa, e levava um discurso escrito para partilhar o seu balanço de «meia-estrada» andada. A Visão publica as suas palavras na íntegra. E garanto que é um testemunho notável de vida, sabedoria, humildade e caráter. Um excerto:

“Aos 50, chego à conclusão que não substituí nada. A minha família não é «normal», pois não, mas é a minha. Não tenho sido grande pai, mas os meus filhos, o André e o Frederico, têm sobrevivido muito bem à vida que levo, de aeroporto em aeroporto. Também nunca fui grande companheiro. As mães dos meus filhos foram sempre muito mais maduras do que eu. Espero ter sido, contudo, um amável amante. É esta a minha família. Infinitamente agradecido.”

 
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Publicado por em 4 de Maio de 2012 in devida comédia

 

Sétima…parte II

Percebeu-se que eles tinham acabado o concerto do último domingo em êxtase com a recepção das gentes do Porto. Alguns elementos da banda estavam mesmo comovidos, após a terceira vinda ao palco, já as luzes se tinham acendido. Agora vem aí o prémio: os Sétima Legião voltam ao Porto, dia 11 de Outubro, para mais um concerto. Desta vez, no Coliseu. Sim, finalmente uma sala com uma acústica decente.

 
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Publicado por em 3 de Maio de 2012 in devida comédia

 

Dia de…jornalismo

Dia cheio à volta do presente e do futuro do jornalismo. Primeiro, na Universidade do Porto, onde ouvi o sempre certeiro professor e camarada Hélder Bastos lembrar, a propósito do «next journalism», que é preciso, isso sim, regressar aos «bons velhos valores do jornalismo». E isso passa, entre outras coisas, por fazer também do ciberjornalismo «um serviço à democracia» e «lutar contra o fast-food noticioso». Alfredo Maia, presidente do Sindicato dos Jornalistas, confessou-se preocupado com «a erosão da memória, da experiência e do espírito crítico das redacções» e advertiu para a «imaturidade» revelada pelo negócio digital – que gera audiências, mas não receitas – e do perigoso «abaixamento» dos níveis de exigência jornalística, com cedências frequentes «ao gosto do mercado». Do Ricardo Jorge Pinto, director-adjunto da Agência Lusa, ficou-me sobretudo uma interrogação sobre o dito jornalismo-cidadão, de que ele desconfia: «Também gosto de cozinhar para os amigos, mas não sou cozinheiro». Pois…

Ao final da tarde, na Universidade Fernando Pessoa, tempo, por fim, para participar num debate à volta da fantástica investigação histórico-jornalística de Carla Baptista, publicada em livro. «Apogeu, Morte e Ressurreição da Política nos Jornais Portugueses – Do Século XIX ao Marcelismo» (Escritório Editora) mostra-nos a forma como mudou o jornalismo, os seus métodos, espaços e protagonistas, e onde se contam episódios, histórias curiosas, irónicas e humoradas sobre as relações entre o jornalismo e a política. Relatos que me trouxeram uma sensação de desconforto por estarem a ser hoje reproduzidas práticas que atravessaram as décadas turbulentas da implantação da República e o esplendor da ditadura. O tema deu pano para mangas e gerou uma interessante troca de ideias, na qual tive o grato prazer de participar, na companhia da autora, do Ricardo Jorge Pinto, da Rosa Sampaio e do moderador Jorge Pedro Sousa. Pudessem todos os dias gerar estas tempestades e talvez o futuro do jornalismo não nos preocupasse tanto.

 
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Publicado por em 3 de Maio de 2012 in devida comédia

 

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Mil quilómetros. Terra a terra.

A Visão chegou à edição 1000. Celebramos a data neste dia especial com mil quilómetros de reportagem.

 
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Publicado por em 2 de Maio de 2012 in devida comédia

 

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Que Género de Economia?

Debate, esta quinta, na Gato Vadio – Associação Saco de Gato (Rua do Rosário, 281, no Porto), às 21.30

 
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Publicado por em 2 de Maio de 2012 in devida comédia

 

Eu, pecador, me confesso

Ontem fui ao Pingo Doce das redondezas. Pronto, está dito. Venha o vitupério. Podem indignar-se que eu compreendo. Não se faz. Era meio-dia. As garrafas de whisky tinham desaparecido, as filas asssustavam. Trouxe cereais, uma excursão de comida de gato, fraldas e vinho. Necessidades. Quando reparei que a criança ao colo me daria outras vantagens, não quis abusar. E deixei-me estar. Felizmente, não precisei de dar um estalo em ninguém, nem sequer naquela senhora que perguntava aos gritos se a frigideira também estava incluída nos descontos. Ouvi uma jovem mãe questionar, numa roda familiar, se deveria aproveitar o embalo para comprar peixe, «coisa» que lá por casa nunca se comia, dizia. Vi gente a correr como se a salvação do fim do mundo estivesse naquela lata de atum ou numa embalagem de esparguete. E, se calhar, até está, que sei eu?
Sim, podem chicotear-me: o meu 1º de Maio deste ano não teve «manif», mas teve supermercado. Não tenho desculpa. Nem o facto de ter ido à Baixa no 25 de Abril me vacina contra o imperdoável. E logo o Pingo Doce, que eu ando a boicotar aos bochechos desde que soube do encantamento fiscal do senhor Soares dos Santos pela Holanda. (Boicotar às pinguinhas, Miguel? Rídiculo. Mas alguém poderá levar a sério um revolucionário incontinente como eu?). Parece que tenho mesmo de ser castigado, mas ainda não me disseram como. Vou esperar. Por esta altura, ainda se está a ver se a estratégia comercial do senhor Soares dos Santos foi legal, embora o investigador Manuel Villaverde Cabral diga que a campanha de promoções foi «genial». Não me comovo. Hei-de lembrar-me, nos meus piores pesadelos, daquele dia em que a CGTP precisou de mim, na rua, e eu a fazer feriado, armado em Deolinda: «Vão sem mim que eu vou lá ter». Pela parte que me toca, quero que saibam que cheguei a casa arrependido e borrei a cara de vergonha. Detesto ser apanhado com Dodots no lugar dos princípios.

 
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Publicado por em 2 de Maio de 2012 in devida comédia

 

Estão convidados

 
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Publicado por em 30 de Abril de 2012 in devida comédia

 

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