Até Julho ainda pode ser vista em Paris, na rua Cadet. E garanto-vos que é imperdível. As histórias à volta de Corto Maltese e dos rituais de iniciação maçónicos poderiam ser, à partida, sinónimos de uma exposição improvável, mas lá dentro desvendam-se um dos principais «segredos» anunciados no cartaz da mostra: Hugo Pratt, o homem que que deu ao mundo um dos mais misteriosos, melancólicos e densos heróis de BD era, afinal, membro da Maçonaria. O Museu da Franco-Maçonaria parisiense oferece, pois, um guião para perceber as influências do criador e os seus reflexos na obra criada, à boleia de aquarelas e pranchas com várias simbologias e referências, onde não escapa a paixão de Pratt pelos universos esotéricos. O material exposto inclui pranchas inéditas, o avental de Hugo Pratt – que pertenceu à Loja Hermes – e a espada roubada pelo pai, o fascista Roland Pratt, durante um assalto às instalações da referida loja, por ordem do ditador Mussolini. Objecto que o filho trataria de devolver durante a sua iniciação maçónica. Para os fãs de Corto Maltese, entre os quais me encontro, é uma oportunidade única para deitar um olhar às entrelinhas com que se cosem as várias dimensões de uma obra notável.
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Almendra, Páscoa – 2
As abençoadas amêndoas da Dona Maria. Feitas em casa. Prefiro as de canela, mas qualquer destas especialidades toca o céu. E nem vos falo dos almendrados. Quando provei os dela, fiquei a saber que tenho sido enganado todos estes anos com os almendrados de fancaria que me vendem na grande urbe. Que a Almendra saiba guardar bem a Dona Maria e a família Guerra. E nos permita, por muitos anos, saborear todos os seus talentos em segredo (sim, que o vinho também é uma perdição).



















