
Alguém disse, a propósito deste livro, que 2009 era o ano ideal para tentar perceber o que este love-affair com os carros explica sobre nós e sobre o futuro. Para mim, que não tenho carta de condução nem me imagino a tirar, só a capa já é de salivar. Em Autophobia – Love and Hate in the Automotive Age, Brian Ladd faz as contas ao nosso desastre colectivo desde que decidimos andar sobre rodas: dependência excessiva do petróleo, graves alterações climáticas, incontáveis perdas de tempo (e de qualidade de vida) em engarrafamentos e um preço absurdo em vidas humanas: mais de trinta milhões de pessoas morreram em acidentes de automóvel no século XX (aqui, ao contrário do habitual, Portugal deve ter dado um contributo bem maior do que o seu tamanho). Populistas, os argumentos? Talvez. Mas cada vez mais talvez fosse melhor trocarmos umas ideias sobre o asssunto, como dizia o outro. Eu cá sou pelas boleias e pela penalização dos individualistas. E devia haver benefícios fiscais para quem andasse a penantes ou de autocarro. Tenho dito. (Já agora, se forem para os meus lados, digam…)
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Ideias com Letras – II
Ideias com Letras – I

O leite como arte? Kenneth Hayes, especialista em história da arquitectura e crítico de arte contemporânea, publicou no final do ano passado Milk and Melancholy, um livro onde analisa o leite pela perspectiva artística. Nele, retrata “a infinita variedade de representações do leite” no trabalho de artistas como Pollock, Ed Ruscha, Barbara Kruger, Bruce Nauman, Adrian Piper, Martha Rosler, Mike Kelley e William Wegman. Como dizia uma nota crítica na New York Review of Books, depois desta obra “nunca mais veremos o leite como um mero produto de mercearia.” E para que conste, nenhuma vaca reclamou, até agora, direitos de autor.