Etiquetas

A terra ardendo, uma varanda para o Guadiana, o tempo que corre mansamente, estas gentes com tempo para tudo e simpatia genuína, nunca para a troca. «Caso se perca ou não tenha autocarro, telefone. Vou buscá-lo a qualquer lado», diz a senhora Joana. Recebem-nos assim, mãos estendidas, sorriso dado, conversa pachorrenta, pão que ainda é pão. Estou em «casa». Com dias a valerem o dobro. E horários e carreiras adaptados a seres humanos que nunca correm e sempre se atrasam.

A foto é de Nuno Manuel Baptista

About these ads