É o retrato do momento que vivemos neste protectorado à beira-mar plantado: um Presidente da República em estado de troika que, coitado, diz que aquilo que receberá das reformas da Caixa Geral de Aposentações e do Banco de Portugal «não vai chegar para pagar as despesas». Ora, só de pensões dos diversos cargos que ocupou, Sua Excelência recebeu, no ano passado, 141 mil euros brutos. É a miséria escondida, nem sei que vos diga. Adiante. Se virem por aí o homem num albergue nocturno, numa calçada ou numa sopa dos pobres, tenham uma atençãozinha para com ele. Afinal, ele foi um dos que nos trouxe até aqui. E seríamos ingratos se não tívessemos memória.

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